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Em 2009 numa entrevista a Bill Moyer, David Simon criador do The Wire justificava a série a partir da sua experiência de 12 anos como jornalista de crime no The Sun de Baltimore. Como jornalista, Simon observou as ligações entre o desempenho escolar, a desindustrialização, a fraude do sistema educativo e a cultura de esquina.

Na verdade, a série não retrata a cidade americana mas sim a America that is left behind.

Depois da desindustrialização, deixamos de necessitar de alguma força de trabalho e oficializou-se que “10 a 15 % da população não é necessária, fingimos que os educamos, que os incluímos  mas na verdade não queremos saber”.

Em Portugal, e Lisboa especialmente, o cenário repete-se. É no meio de leis progressistas  e instituições proto-advocacy (como o ACIDI) que vamos deixando para trás parte significativa da nossa população em margens bem superiores às percentagens apontadas por David Simon.

Traduz-se nos despejos de Santa Filomena, na nova lei da imigração e no atirar a matar por parte da polícia.

Apesar de servir o interesse de algumas manchetes do Correio da Manhã e da ampliação de um medo generalizado:o  tráfico de droga e o crime,  são a pacificação organizada pelo estado para estas populações, uma especie de welfare afirmative action que conduz a um auto entretenimento, prisão e cemitério.

Ouçam e reproduzam: Chullage.

 

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