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Hoje, 27 de Dezembro e pelo quarto ano consecutivo, um grupo de cidadãos e organizações realizam uma vigília solidária com a Palestina para lembrar o massacre de Gaza que teve início nesta data em 2008 e prolongou-se até meados de Janeiro de 2009. É no Largo de São Domingos (onde pára a ginginha) às 18h30. Apela-se à presença de todos.

A primeira metade do século XX conheceu três formas de totalitarismo: Nazismo, Estalinismo e Sionismo. Fruto do mesmo contexto histórico, foram projectos populistas realizados por elites, que pugnavam pela supremacia de um povo e de uma cultura. A realização dos seus objectivos obrigou à conquista de território, ao genocídio, limpeza étnica e eliminação de dissidentes.

Aliaram-se entre si e também combateram-se. Eram fruto da mesma dinâmica.

Durante meio século, grande parte da comunidade judaica renegou o projecto colonial do Sionismo. Ainda durante a II Guerra Mundial, os judeus preferiram emigrar para os EUA a obedecerem ao chamamento da terra santa.

O Holocausto foi a oportunidade chave para os partidários do Sionismo.

Alguma cronologia sobre o projecto colonial do Sionismo:

Em 1896, Theodor Herzl reuniu em Basel na Suiça o congresso que daria início ao Sionismo. A partir do seu resultado, Theodor publicou Der Judenstaat (The State of the Jews – Proposal of a modern solution for the Jewish question),  dirigido à familia Rothschild.

(…) to create for the jewish people a home in Palestine durante o século XX.

Numa inscrição no seu diário pessoal que apenas viria a ser publicado em 1960, Theodor escreveu:

 Were I to sum up Basel Congress in a word (wich I shall guard against pronouncing publicity) it would be this: At Basel I founded the jewish State. Perhaps in five years, and certainly fitfy, everyone will know it..

No mesmo diário acrescenta:

We shall have to spirit the penniless population across the border by procuring employment for it in the transit countries while denying it any employment in our own country…Both the process of expropriation and the removal of the poor must be carried out discreetly and circumspectly.

Em 1917, o primeiro ministro inglês Arthur Balfur, após lobby dos Rothschild e de Weizmann (líder do movimento Sionista e futuro primeiro ministro do Estado de Israel), declarou:

His Majesty´s Government views with favor the establishment in Palestine of a national home for the jewish people and will use their best endeavours to facilitate the achievment of this object (…).

Essa declaração foi feita num período em que a Palestina estava sob a jurisdição do Império Otomano, não havendo nenhum direito legal do Reino Unido sobre o território. À época da declaração de Balfur a população da Palestina era constituída por 670 mil árabes (93%) e 60 mil judeus (7%).

Vladimir Jabotinsky foi a grande referencia na construção de um exercito judeu. Em resposta á proibição inglesa para a construção de um colonato escreveu o ensaio The Iron Wall, alegando que a única possibilidade para a futura existência de Israel seria a definição unilateral de fronteiras para o povo judeu. Tornou-se o ensaio referencial para todos os nacionalista judeus comprometidos com o sionismo:

Zionist colonisation must either stop, or else proceed regardless of the native population. Which means that it can proceed and develop only under the protection of a power that is independent of the native population – behind an iron wall, which the native population cannot breach.

Zionism is a colonizing adventure and therefore it stands or fails by the question of armed force. There is no other ethic. It is important to speak Hebrew but, unfortunately, it is even more important to be able to shoot – or else I am through with playing at colonization.

Em 1937 Ben Gurion assinalva  numa carta ao seu filho:

The arabs will have to go, but one needs an opportune moment for making it happen, such as war

Avraham Stern (ex irgun) fundador da Lehi, um grupo paramilitar conhecido como “Stern´s Gang”, abordou em 1941 o governo nazi propondo-lhes uma acção conjunta. Os grupos paramilitares judeus ajudariam os nazis no combate ao ingleses (tanto no médio oriente como na Europa), enquanto os alemães ajudariam na criação do estado de Israel, deportando para a terra santa os judeus da Europa.

Das suas reuniões escreveu:

The establishment of the historical jewish state on a national and totalitarian basis, and bound by treay with the German Reich, would be in the interest of a maintained and stregthened future German position of power in the Near East.

Fontes:

http://en.wikisource.org/wiki/The_Iron_Wall_(essay)

http://fliiby.com/file/239266/f8rd51benn.html

wikipedia

policy of displacement

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